skip to main |
skip to sidebar
Sem mais heróis de uniforme e MÁSCARA.
Sem mais super poderes que NUNCA vão existir.
Sem mais salvar todo mundo ANTES de si mesmo.
Sem mais GLÓRIA, sem mais nomes nos jornais.
Acabou a ERA de heróis convencionais.
Acabou, pois, aposentem-se, GUERREIROS.
Acabou o mundo PINTADO a óleo.
Temos apenas AQUARELA, divirtam-se.
Precisamos de heróis do NOSSO lado.
Precisamos NÃO MAIS de ídolos e figuras.
Precisamos não mais de PERSONAGENS.
Precisamos não mais do que DEVEMOS ser.
Precisamos do que SOMOS, somente.
Sem mais heróis que salvem o mundo e desapareçam nas nuvens.
Acabou o medo das pessoas de acreditarem em si mesmas.
Precisamos de heróis sinceros.
APOSENTO-ME.
(É hora de guardar a máscara. No lixo.)
Ser sincero é muito diferente de não mentir.
Achava que eu conhecia a sinceridade e a honestidade de perto. Sempre estive seguro acerca da minha sinceridade. Só pra me descobrir mais uma vez quebrando o que eu considerava seguro. Eu não estava mentindo. Mas não mentir é muito diferente de dizer a verdade. Ser sincero é muito diferente.
Não é pegar o que você acha que é melhor que saia da sua boca e falar. Isso se chama conveniência. É pegar o que sai direto do seu coração, e não pôr filtro algum nas palavras.
Porque não são só palavras. Tome muito cuidado, não são só palavras. É a expressão de tudo o que você representa, de tudo aquilo em que você acredita. Palavras embasadas em quem você é. Em quem eu sou.
Hoje, exatamente hoje, me considero muito diferente. Sinceridade é um modo de vida, muito diferente do que muitas pessoas estão acostumadas. É um novo mundo.
Olho ao redor e, finalmente, começo a ver esse novo mundo.
Muito obrigado. Isso é o que sai do meu coração e, sem filtros ou máscaras, quis se expressar.
Sinceramente. Te amo.

Eu prefiro os pesos que ainda não posso carregar.
Digo, se eu já posso carregá-los, qual o desafio?
Se minha força já é grande para erguê-los e mantê-los, o que estou fazendo?Mas se, ao contrário, carrego um peso acima do meu presente,
que todos dizem ser loucura carregá-lo, que meus músculos visivelmente não suportam,
estou verdadeiramente crescendo, me superando, sendo forte.
Se tudo fossem flores, e não pesos, seria mais fácil, mas seríamos
sempre fracos. A força vem do esforço. Até as palavras se parecem.
Só uma coisa: quando estiver se esforçando, não faça cara feia,
como fazem os homens que erguem grandes pesos. Sorria.
Você verá como o peso fica mais leve.
Assim os pesos podem ser suportados, as distâncias, percorridas, os obstáculos, percalçados.
A vida, enfim, pode ser vivida. Heroicamente.

É reconfortante, diante de dúvidas que possamos ter, imprevistos que porventura aconteçam, momentos infelizes que se apresentem na nossa vida, podermos contar com palavras que nos estimulem e nos abriguem. Ter alguém a falar de coisas esperançosas, sempre do positivo, sempre do lado bom de tudo, parece um alívio para o espírito.
Mas essa pode ser uma armadilha sem tamanho.
Acredito que todos já passaram por isto, assim como eu, atravessar um desafio doloroso e se apegar em palavras para acalmar o espírito. As palavras têm poder, todos sabemos. Porém, certas vezes ela é inútil, muito inútil, chegando a ser estúpida. Em que momento? No momento em que não é seguida por ação, por atitudes. Palavras sem atitudes são vazias. É bom ouvi-las, mas nós sabemos que elas não podem resolver. Diplomacia com nós mesmos não ajuda nessas horas.
Antes de falar, tenha certeza de que seus atos sustentam suas palavras. Só assim você terá força de espírito para superar qualquer obstáculo.
"Eu dou a minha palavra". Essa pode ser a frase de maior força que se pode empregar, ou a mais fraca. Depende da outra parte, depende da atitude.
Atitude é tudo.
É nisso que acredito, é nisso que, acredito, os heróis acreditam. Sejam aposentados ou não.
Uma característica dos heróis é marcante, e claramente os separa dos seres humanos. Heróis não lutam por si mesmos, são altruístas preocupados com o bem-estar da humanidade e o cosmos do universo. Não relutam em abdicar de prazeres mundanos e terrenos para viver uma vida dedicada completamente aos outros. O super-homem era um garoto super forte, super rápido, super resistente, super tudo, que resolveu usar todos os seus poderes para salvar a humanidade e proteger a Terra! Ainda bem que ele não era humano, pois um humano não faria exatamente isso. Muitos humanos diriam: "Por que eu faria isso? Quem faria isso por mim?"
Ah, sim, os heróis são seres fantásticos. Mitológicos. E ilusórios. É por isso que só os encontramos em revistas em quadrinhos e nas telonas de cinema. Quando você vir algum ser voando alto pelos céus, pergunte: É um pássaro? É um avião? Porque com certeza não é o super-homem.
Mas existem os heróis aposentados, estes sim, de fato existem. Eles não são tão altruístas e destituídos de ego e ambição como os heróis originais, porém também são mais fortes que seres humanos convencionais. Apesar de aposentados, não usam bengala nem precisam de ajuda para comer. Ao contrário, ajudam muitas pessoas a matarem sua fome e sede.
Na verdade pura e simples, heróis aposentados SÃO seres humanos. Só uma coisa os distingue: os primeiros fazem escolhas diferentes dos outros. Eles também têm ego, são egoístas, por assim dizer. Mas o egoísmo em si é bem interessante: pode alguém ver através dos olhos de outra pessoa, ou ouvir pelos seus ouvidos? Não, fisicamente impossível. Cada um só sabe de si, literalmente. Eis é a essência do egoísmo. Os heróis aposentados sabem disso, mas decidem aprender a devencilhar-se de si próprios, ainda que por um breve momento.
Eles praticam talvez seu mais incrível poder heróico: a empatia. Empatia, Egoísmo, Empatia, Egoísmo. Eles tomam essas duas doses, ora uma, ora outra. Nos momentos certos.
O mais importante não é possuir essas doses, pois elas são fáceis de se conseguir. Principalmente a dose do Egoísmo. O mais importante é saber tomá-las. Tudo na vida são doses. Ora extrovertido, ora íntimo. Ora falante, ora calado. Ora heróico, ora comum.
Tudo na vida depende das doses que você toma, no momento certo... na dose certa.
As pessoas precisam de alguém que lute por elas. Precisam de alguém que as dê esperança, justiça, paz. Bilhões de indivíduos compondo uma sociedade complexa e muitas vezes paradoxal, e apenas alguns estão dispostos a serem heróicos. Centenas de milhões de problemas a serem resolvidos, centenas de bilhões de vidas sendo jogadas para o alto todos os dias, e a massa social dorme tranquila, esperando o pão e o circo de amanhã. Contam-se nos dedos os heróis.
Tarde de quinta-feira. Ou quarta. Centro da cidade. Ou subúrbio. Milhares de cabeças trafegando, todas com seus próprios problemas, ansiedades, desejos, convicções. MEDOS. Todas com seus próprios neurônios soltos. Têm um ponto de partida e um ponto de chegada, mas o que há entre os dois ainda é incerto. Uns vão pelo Sol e voltam com a Lua, outros seguem o tempo contrário. No meio do caminho, porém, que é quando a vida acontece, o mundo parece recluso. Os outros parecem reclusos. Seres estranhos, na maioria mal-encarados, talvez mal-trajados, quem sabe se não mal-resolvidos, mas estão lá, cada um a seu tempo, com seu destino, indo trabalhar, estudar, divertir-se, namorar, roubar, matar... quantas as possibilidades que cercam o mundo? Vão em bando, sem saber que o são, mas ainda assim, sendo. Não só não sabem como não se reconhecem como tal, se fazendo indiferentes, desdenhosos, ou em alguns casos até mesmo hostis. Quando se observa os animais em bando, embora os machos possam disputar a liderança do grupo, eles se defendem contra um mal externo comum, lutando contra os inimigos até a morte se necessário. Mas a espécie que caminha sem saber-se bando é diferente. Não se defendem, muito pelo contrário, podem olhar tranquilas os seus serem atacados, ou mesmo se atacarem.
E nesse momento, vendo a fúria animalesca dos seus tremulando os chãos e os céus, mas não o coração dos outros, a espécie se digladia sem saber, ou mesmo sabendo, sem gostar, ou mesmo gostando, sem querer... sim, ou mesmo querendo. Ela aprendeu a manter um estado de letargia diante do que pode ser sua extinção iminente, convenceu-se de que não cabe a ela, e sim à "espécie em si", resolver o caos que se instalou... quer dizer, caos?! Quem falou em caos? A espécie não vê caos. É apenas uma situação rotineira, uma brincadeira entre leões filhotes, saudável e necessária ao desenvolvimento dos bichanos. E assim, silenciosamente, como que por brincadeira, podemos contemplar a formação de um buraco negro do que deveria ser uma radiante e gloriosa estrela... fim.
FIM? Não, não é o fim!
Omitimos um fato, perdõem-nos. Um sujeito simples no meio dessa oração confusa, um raquítico raio de luz no meio dessa escuridão funesta, uma ovelha branca diante das suas irmãs mais velhas. É o nosso Herói Aposentado!
Descendo dos céus com sua capa esvoaçante, ou vindo quixotescamente em sua bicicleta, ele aparece. Vendo a brincadeira de mau gosto dos filhotes leões, ele intervém e os separa, dizendo que não devem brincar daquele jeito, pois podem acabar se machucando. As pessoas continuam à sua volta, como se não muita coisa estivesse acontecendo. Os filhotes podem resistir, porque queriam continuar brincando, mas acabam cedendo, e param. O Herói, com sua áura mágica e imponente, dá sua missão por cumprida, e a aura desaparece. Ele volta aos céus rapidamente, ou rapidamente pedala de volta ao seu destino. Um homem pergunta: o que aconteceu?
As pessoas precisam de alguém que lute por elas. Precisam de heróis. Porém, muitas vezes, admiram e reverenciam heróis super-poderosos, de capa e espada, de terno e gravata, e se esquecem dos heróis aposentados que percorrem as ruas de todos os países, em todos os continentes, todos os dias. Alguém por acaso já viu o Batman no Afeganistão? Ou o Super-Homem no Brasil? Não, meus caros colegas, são os Heróis Aposentados por toda a parte que impedem a espécie de colidir. Eles se destacam quando necessário, e voltam à multidão quando cumprem suas missões. Eles estão entre nós. Na verdade, podem até ser alguns de nós. Quando necessário.
Neste blog, conversaremos sobre questões intrigantes, polêmicas, divertidas, revoltantes, heróicas. Mas em todas elas, tentaremos manter uma coisa em mente:
TODO HERÓI É NA VERDADE UM HOMEM COMUM, E TODO HOMEM COMUM É NA VERDADE UM HERÓI.
Sejam bem-vindos ao Blog do Herói Aposentado.
Estamos abertos a doações e comentários.