Todo começo não tem fim.
Todo fim não tem começo.
É simplesmente a vida seguindo e nos pedindo para acompanhar.
São os passos que se somam, amanhã e ontem, e convergem no seguinte.
São as dúvidas que se renovam e se explicam,
São as certezas que vêm nos iluminar após o crepúsculo.
A poeira baixa e se pode levantar, bater os pés, seguir em frente.
O caminho continua ali, esperando passagem.
A placa do destino está afixada, enraizada na beira da estrada.
Porém muitos já a desafiaram, e a arrancaram.
Contemplamos o crepúsculo, mas não temos medo.
Sabemos que a aurora está para chegar.
Por isso, afagamos o peito, respirando bem fundo,
E reunirmos força para alcançar o caminho que nunca se desviou.
Esteve sempre ali, embora nós às vezes não o víssemos.
Faz parte do caminho, ficar cego para só então enxergar.
A árvore está ali, mas vemos apenas uma confusa floresta.
A floresta é densa, poucos espaços luminosos e muitos seres estranhos.
Nós estamos nela. Vivemos nela.
Contemplamos o crepúsculo na floresta.
Quando amanhecer, será mais fácil encontrar.
Porém, amanhece no tempo de cada um.
Que cada um use esse novo amanhecer para se encontrar e, porventura,
ajudar os outros a encontrarem a si mesmos.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Faísca da Eternidade
O que você faria se fosse imortal?
Se não pudesse morrer, como você viveria?
O Elixir da vida eterna, esse item foi intensamente buscado
pelos alquimistas medievais.
E hoje ainda, com a ciência estética, a Medicina, os alquimistas continuam
buscando a imortalidade.
As pessoas querem viver pra sempre. Sem saber viver o dia de hoje.
Querem ser bonitas pra sempre. Sem saber dar beleza ao que
realmente importa.
Querem viver os últimos 50 anos de suas vidas com total saúde.
Mas não cuidam dos 50 primeiros.
Buscam a vida eterna em pílulas de farmácia. Disfarçadas de
Elixires da Vida.
Anseiam o gozo da vida futura. Não usufruem a presente.
Querem viver a história do mundo e poder contá-la.
Mas são incapazes de contar as suas próprias sem se arrependerem.
A Pedra Filosofal e o Elixir da Vida. Todos (?) sonham em viver o ouro infinito.
Ter glória infinita. Mas as suas mentes não se expandem o suficiente
para poder compreender o que é o infinito.
O infinito é pequeno e simples.
O Universo é finito, mesmo que não tenha fim.
Nós é que somos infinitos.
O Elixir da Vida, ao contrário do que se pensa, nos tira a imortalidade.
Se fosse imortal, o que você faria?
Eu encontraria uma forma de morrer.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Sob a Lua, eis o Homem

Noites vagando sob um céu estrelado
A Lua me protege com seu manto iluminado
Estou sozinho, rodeado
De pensamentos, pessoas vãs
Procurando algo que me parece incerto
Certeza na vida nunca vi por perto
Estou numa multidão, deserto
Me batem tropeço e caio
Fico de jejum até à noite
Pois outra opção não tenho
Ando de pés descalços, venho
Pedir um sapato, ninguém dá
Muito menos eu posso comprar
E só por isso continuo a andar
No frio sei que posso congelar
Mas não posso congelar
Ainda
Ainda tenho uma morte pra viver
Viver pra nada é minha profissão
Roupas rasgadas são meu instrumento
Andar entre os homens é o meu ofício
Ser notado, não sou não
Passo como o vento entre eles, ou como os ratos
Não sou muito mais que isso
Mas não tenho tempo pra me importar
Pois já é hora de parar de jejuar
A Lua me protege...
Mas comida não me dá.
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