"Na gigantesca e tenebrosa Montanha Cinzenta, os corvos se amontoavam sob os céus, obscurecendo a face das rochas e causando calafrios em quaisquer transeuntes que ali se encontrassem. Mas o que faziam ali corvos, no alto de uma montanha assustadora como aquela? Gostavam eles do perigo, ou queriam voar o mais alto que conseguissem, numa competição? Não. Eles tinham fome. E perceberam que poderiam se alimentar da carne dos aventureiros que já haviam tentado - e apenas tentado - a perigosa escalada e hoje não são mais do que... comida de corvos."
- Huh!
"Sim, mas era justamente naquela montanha que o valente Aren e seu escudeiro, o jovem Sírio - que tinha mais ou menos a sua idade, garoto - deveriam resgatar a bela e indefesa Galatea das garras do terrível Monstro de Duas Cabeças."
- E ele tinha duas cabeças mesmo?
"Era exatamente por isso que ele tinha esse nome."
- E como era esse monstro?
"Isso ninguém sabia, mas era o que o bravo aventureiro estava prestes a desvendar. Aren e Sírio começaram sua jornada incansável montanha acima, sem se deixarem intimidar pelo sinistro canto dos corvos. Eles não tinham tempo a perder; qualquer momento desperdiçado poderia ser fatal para a doce Galatea e para a honra do guerreiro.
Subindo e escalando, certa hora eles começaram a ouvir um grunhido ao longe, que se assemelhava ao de um urso selvagem agonizando. Eles sabiam que se tratava do monstro, e apressaram seus passos em direção ao topo da montanha. Quanto mais se aproximavam, mais o grunhido aumentava, junto com as batidas do coração de Sírio, que sofria pequenos tropeços em alguma pedra no chão. Não só o grunhido, mas agora também os passos do monstro eram audíveis, e faziam toda a Montanha estremecer. De repente, os heróis ouvem um estrondoso grito agudo!"
- Ahh!!!
- Ahh!!!
"Sim, muito pareciso com esses. Os valentes guerreiros se exaltaram e sacaram suas espadas, pois sabiam que a jovem donzela era a autora daquele grito. Temendo por sua integridade, rapidamente avançaram rumo a uma caverna no alto da montanha, passos cortantes para salvar a donzela do gigante horrendo, todo o chão e as paredes tremiam, eles aceleraram suas lâminas ao ar na direção do desconhecido e cortaram o vazio em suas frontes quando de repente!..."
- Crianças, saiam já daí! Não fiquem ai ouvindo as fantasias desse maluco! - falou uma voz ao fundo.
- Mas mãe, o cavaleiro Aren e o jovem Sírio vão enfrentar o monstro agora! - lamentou um dos ouvintes, o mesmo que fazia as perguntas enquanto eu contava a história.
- Não quero saber dessas besteiras! Gabriel, Jamón, venham já para casa! Se seus amigos quiserem ficar, eles que se entendam com as mães deles!
- Me desculpe. - disse Gabriel - mas depois eu quero ouvir o que aconteceu com Aren e a Galatea.
- E com Sírio, e com o Monstro de Duas Cabeças! - lembrou Jamón, o caçula que tinha mais ou menos a idade do escudeiro.
Eu apenas sorri e balancei a cabeça, enquanto via os dois garotos e os demais sairem correndo em direção às suas casas, imaginando que fim teria levado o nobre cavaleiro.
- Huh!
"Sim, mas era justamente naquela montanha que o valente Aren e seu escudeiro, o jovem Sírio - que tinha mais ou menos a sua idade, garoto - deveriam resgatar a bela e indefesa Galatea das garras do terrível Monstro de Duas Cabeças."
- E ele tinha duas cabeças mesmo?
"Era exatamente por isso que ele tinha esse nome."
- E como era esse monstro?
"Isso ninguém sabia, mas era o que o bravo aventureiro estava prestes a desvendar. Aren e Sírio começaram sua jornada incansável montanha acima, sem se deixarem intimidar pelo sinistro canto dos corvos. Eles não tinham tempo a perder; qualquer momento desperdiçado poderia ser fatal para a doce Galatea e para a honra do guerreiro.
Subindo e escalando, certa hora eles começaram a ouvir um grunhido ao longe, que se assemelhava ao de um urso selvagem agonizando. Eles sabiam que se tratava do monstro, e apressaram seus passos em direção ao topo da montanha. Quanto mais se aproximavam, mais o grunhido aumentava, junto com as batidas do coração de Sírio, que sofria pequenos tropeços em alguma pedra no chão. Não só o grunhido, mas agora também os passos do monstro eram audíveis, e faziam toda a Montanha estremecer. De repente, os heróis ouvem um estrondoso grito agudo!"
- Ahh!!!
- Ahh!!!
"Sim, muito pareciso com esses. Os valentes guerreiros se exaltaram e sacaram suas espadas, pois sabiam que a jovem donzela era a autora daquele grito. Temendo por sua integridade, rapidamente avançaram rumo a uma caverna no alto da montanha, passos cortantes para salvar a donzela do gigante horrendo, todo o chão e as paredes tremiam, eles aceleraram suas lâminas ao ar na direção do desconhecido e cortaram o vazio em suas frontes quando de repente!..."
- Crianças, saiam já daí! Não fiquem ai ouvindo as fantasias desse maluco! - falou uma voz ao fundo.
- Mas mãe, o cavaleiro Aren e o jovem Sírio vão enfrentar o monstro agora! - lamentou um dos ouvintes, o mesmo que fazia as perguntas enquanto eu contava a história.
- Não quero saber dessas besteiras! Gabriel, Jamón, venham já para casa! Se seus amigos quiserem ficar, eles que se entendam com as mães deles!
- Me desculpe. - disse Gabriel - mas depois eu quero ouvir o que aconteceu com Aren e a Galatea.
- E com Sírio, e com o Monstro de Duas Cabeças! - lembrou Jamón, o caçula que tinha mais ou menos a idade do escudeiro.
Eu apenas sorri e balancei a cabeça, enquanto via os dois garotos e os demais sairem correndo em direção às suas casas, imaginando que fim teria levado o nobre cavaleiro.

Um comentário:
isso me lembrou noss breve discussao sobre os transeuntes ou transêutes..sahuahsuahsau
te amo!!
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