
Somos sempre passíveis de renovação. O tempo muda, as coisas, os estados. Interessante poder fazer uma análise da mesma situação em tempos diferentes: você vive algo hoje e pode interpretá-lo, mas passam-se os anos, as vidas, as esperanças, e você novamente se volta para a questão de tanto tempo atrás, para poder contá-la de novo e vislumbrá-la com outros olhares. Os heróis ainda são heróis? Os monstros são tão horrendos quanto pareceram a princípio? E o caos, que estava instalado no universo inteiro, solucionou-se?
O herói aposentou-se?
Vamos, pois, renovamo-nos. Revolucionamo-nos. Aquele de tempos imemoriáveis, de quem as lendas e canções tanto falam, já não se encontra mais. Não se é mais. São as vicissitudes da vida. Nada permanece por muito tempo. Só algumas coisas. Mas o simples e poderoso fato de estarmos ainda presentes para analisarmos e, quem sabe, recontarmos as lendas que se foram já nos deve ser motivo de grande satisfação.
Não se iluda: o passado é algo que não existe. É uma ideia criada, um conforto para a alma que tenta buscar em um tempo que não é seu a solução dos seus temores, ou ao menos a reconfortante ideia de saber que nem tudo já foi assim, ou de outro modo.
Mas a memória não é morta. Ela é parte do presente, e do futuro, e pode constituir um fundamento importante para o que está por vir. Logo, é talvez imprescindível saber analisar os eventos anteriores para saber lidar com a estrada pela frente.
Os aposentados voltam à ativa. Resgatam suas ferramentas, armas, ideias, e as reconstroem. Não começam de onde pararam. Nesse meio tempo, muito aconteceu, e se transformou. As ideias e armas também.
Bem vindos de volta ao Blog das Vicissitudes, ou dos Heróis Aposentados. Que voltam à ativa.

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